Ronco e Apnéia do Sono

O ronco é caracterizado como o ruído causado pelo turbilhonamento do ar e vibração de estruturas na via aérea superior.

O barulho pode ter origem no nariz, quando este apresenta algum fator obstrutivo como:

  • Aumento das conchas nasais;
  • Desvio de septo nasal;
  • Presença de pólipos ou outras lesões;
  • Aumento do tecido da adenóide;
  • Infecções, dentre outras.
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No caso de origem na garganta outros fatores podem gerar o ruído como:

  • Palato mole mais baixo que vibra;
  • Alterações dos ossos da face;
  • Fatores que podem reduzir o calibre da via aérea como aumento das amígdalas e obesidade;
  • Fatores que geram relaxamento da musculatura como consumo de álcool ou sedativos e alterações hormonais.

O ronco por si, sem apnéia do sono, gera desconforto aos pacientes que têm acompanhantes que dormem próximo, porém não traz riscos à saúde (nesse caso é denominado ronco primário). Na maioria dos casos o barulho é acompanhado por diminuição do fluxo de ar inspirado (hipopnéia) ou pausas respiratórias (apnéia) e estes sim podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares como infartos e AVC e causar diversas alterações no sono como sonolência excessiva diurna.

As doenças obstrutivas do sono devem ser avaliadas individualmente pelo médico otorrinolaringologista para tratamento.

O ronco e a apnéia e hipopnéia podem ser tratados com medidas clínicas direcionadas para o fator causal como redução de peso, medidas ambientais como cessar abuso de bebida alcoólica ou suspensão do uso de determinados medicamentos, porém, em alguns casos, podem ser necessárias outras medidas terapêuticas. Dentre os principais métodos de controle de ronco e apnéia temos:

  1. Uso de Aparelho Intra-oral, uma placa que fica em contato com as arcadas dentárias superior e inferior e que proporciona um avanço da mandíbula em relação à maxila, aumentando o espaço para passagem do ar na região posterior à língua.
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O aparelho normalmente é indicado para pacientes com níveis de apnéia mais leves, com grau de obstrução menor.

  1. Uvulopalatofaringoplastia (cirurgia do ronco): essa cirurgia está indicada para pacientes com apnéia do sono que apresentam uma queda mais significativa do palato com ronco e/ou pacientes que possuem aumento do volume das amígdalas com boa abertura de boca, porém sem obesidade importante.

cirurgia do ronco

Nessa cirurgia são removidas as amígdalas e realiza-se uma abertura da musculatura do fundo da garganta através de pontos, aumentando-se a passagem de ar durante o sono. Quanto maior o tamanho das amígdalas, mais eficaz é o procedimento. Ele traz a vantagem de ser um tratamento definitivo se bem indicado, porém a desvantagem de dor intensa no pós-operatório pelo período médio de 10 dias.

  1. CPAP ou aparelho para apnéia: esse é o tratamento padrão ouro para ronco, apnéia e hipopneia pois funciona para praticamente todos os casos. Consiste em um aparelho conectado a uma máscara nasal que faz uma pressão positiva na via aérea, reduzindo a sua resistência.

CPAP

O CPAP evoluiu significativamente nos últimos anos e tem se tornado cada vez mais confortável. Ele tem como vantagem o alto índice de sucesso de tratamento, porém a desvantagem de ser menos prático pois deve ser usado sempre, mesmo durante cochilos durante o dia e viagens.

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A apnéia ou hipopnéia são pausas respiratórias que podem ocorrer durante o sono. Normalmente são causadas por uma obstrução da via aérea na região da faringe ou laringe. Durante a pausa respiratória há uma diminuição na taxa de oxigenação sanguínea (saturação de oxigênio) levando a uma sobrecarga cardiovascular que aumenta o risco para eventos como infarto ou acidente vascular encefálico no longo prazo se não tratado. Os eventos são seguidos por episódios de despertares noturnos (que na maior parte das vezes não são lembrados) gerando sono de má qualidade e sonolência excessiva diurna com cansaço crônico. O diagnóstico é feito com o exame de Polissonografia. Pode ser classificada em leve, moderada e grave.
É o barulho para dormir sem a presença de apnéia ou hipopnéia. Nesse caso não há sobrecarga cardiovascular e pode ser causado por alterações na faringe (aumento das amígdalas), nariz (desvio de septo nasal e aumento das conchas nasais) e ganho de peso.
Uma obstrução nasal (desvio de septo nasal ou aumento das conchas nasais) ou faríngea (aumentos das amígdalas) pode fragmentar o sono gerando “microdespertares” sem a presença de apnéia ou hipopnéia. Nesse caso há uma baixa qualidade e sono com sonolência excessiva diurna sem sobrecarga cardiovascular.